sexta-feira, 7 de março de 2008

Cepea divulga PIB do agronegócio de Minas Gerais

Está disponível no site do Cepea números e análises detalhados sobre o desempenho do PIB do Agronegócio de Minas Gerais, calculado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, com o apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg).
No ano, o PIB agro de Minas cresceu 8,27%, atingindo R$ 70,2 bilhões (a preços de 2007). Tal cifra indica que o PIB Agro de Minas representa 11,28% do PIB Agro do Brasil.
A agricultura mineira chamou a atenção por seu desempenho dual: bom para grãos, ruim para cana e café. Os preços dos grãos, devido às fortes demandas por carne e energia, acham-se firmes, com projeção de que assim continuem. O açúcar, porém, passou por uma fase de preços baixos em decorrência da grande produção mundial, com agressiva presença da Índia. Como conseqüência, a expressiva produção do etanol acabou derrubando o preço deste outro derivado. O café, com forte queda de produção ligada à sua natural bianualidade e a condições climáticas adversas, também acabou por drenar recursos do segmento de lavouras.
Do lado da pecuária deve-se destacar o leite, de alta relevância no agronegócio mineiro, que se distinguiu pela conjunção de maior produção com crescente exportação e consumo interno. A conjuntura favorável resultou em preços bem mais elevados no ano de 2007.

Gestão da EMATER-MG motiva extensão rural de Mato Grosso


Pela quarta vez, a Emater-MG recebe visita de equipe da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT). O grupo, composto de três integrantes, veio conhecer de perto, o sistema de gestão da empresa mineira de extensão rural com a intenção de adaptá-lo à realidade do Estado do Mato Grosso. O tipo de gestão adotado pela Emater-MG atraiu, só no ano passado, o interesse de diversas instituições, entre elas, entidades públicas de assistência técnica e extensão rural de mais de 15 estados.
"A Emater-MG é uma referência no país, por isso viemos aqui para ver entre outras coisas, o gerenciamento pelas diretrizes (GPD), o gerenciamento de projetos e de despesas. Também temos interesse na parte de informática", disse Ana Maria Sales, que integra a missão da Empaer-MT. Além dela, faz parte da equipe, Sérgio Mazeto, coordenador de Crédito Rural e apoio da área da Tecnologia da Informação e Adolfo Zaniti, assessor da Presidência e apoio da área da Tecnologia da Informação.
Segundo Ana Maria, desde a visita de outras equipes à Emater-MG, em 2007, a empresa pública mato-grossense já "deu um salto de qualidade" em seus serviços. De acordo a técnica de Planejamento, a Empaer-MT passa por um processo de revitalização, depois de um período difícil e por isso está apostando na área de gestão, contando para tanto com parcerias de intercâmbio e de cooperação técnica. "A experiência de vocês (Emater-MG) é rica e vai permitir a gente queimar etapas e otimizar o tempo", aposta a extensionista mato-grossense.
Para recepcioná-los, a Emater-MG estabeleceu no período de 03 a 07 de março, uma programação que incluiu na segunda-feira (03 de março), visita e recepção ao Projeto Memória (foto), informações sobre a Extensão Rural para Resultados, Cadastro do Público da Emater-MG e Gerenciamento pelas Diretrizes (GPD). Na terça-feira (04 de março), o tema foi Gerenciamento de Projetos (GP), enquanto na quarta-feira (05 de março), a agenda versou sobre os Programas e Projetos do Departamento Técnico (Detec) e o Gerenciamento de Projetos no Detec. Na quinta-feira, os extensionistas mato-grossenses conheceram mais sobre as ferramentas de gestão, Gerencimento Matricial de Despesas (GMD), Rede de Gestão Estratégica e Projeto Inovar. O encerramento da visita nesta sexta-feira (07 de março) prevê que a equipe visite duas unidades, uma regional e outra local.
A Empaer-MT tem 43 anos e é estruturada em nove regionais, 129 escritórios municipais, 11 campos experimentais, dois centros regionais de pesquisas, quatro viveiros de produção e um escritório central. Até o momento, segundo Ana Maria, a Empaer-MT adotou modelos inspirados na experiência da extensão rural mineira, como os convênios com prefeituras municipais e a utilização de avançadas metodologias pedagógicas de capacitação de agricultores familiares e de extensionistas, como a Mexpar e a prevista no Projeto Inovar, ambas amplamente utilizadas pela Emater-MG.

terça-feira, 4 de março de 2008

Simpósio de Cafeicultura em Manhuaçu


Esta tudo pronto para a realização da 12ª edição do Simpósio de Cafeicultura de Manhuaçu .Ele acontecerá entre os dias 12 á 14 de março, no Parque de Exposições de Manhuaçu Serão três dias de debates, apresentações de trabalhos, palestras e passeios por fazendas de café. O evento começa no dia 12 de março, às 9h00, e termina no dia 14, com o já tradicional passeio á Fazenda Experimental da Heringer, localizada no município de Martins Soares.
Recuperação de renda do produtor, qualidade da produção, novas tecnologias de transporte, armazenagem e cultivo e perspectivas futuras da cafeicultura nacional e mundial serão assuntos no evento.
Além de deputados e autoridades, confirmaram presença o Secretário de Estado de Agricultura, Gilman Viana e o Presidente do Sebrae-MG e da Faemg, Roberto Simões.
A maior novidade do simpósio será a transmissão ao vivo pelo Canal Rural para todo o país durante a abertura.
A expectativa dos organizadores é receber público de 1.200 pessoas entre produtores, exportadores, indústrias, estudantes, técnicos e lideranças da cafeicultura.

Milho transgênico produz proteína anti-HIV

Um grupo internacional de cientistas conseguiu produzir por meio de engenharia genética no milho uma proteína capaz de combater o vírus HIV, da aids. O grupo, liderado por Paul Christou, da Universidade de Lleida (Espanha), contou com financiamento de US$ 18,4 milhões da União Européia.
O anticorpo 2G12 já era extraído de mamíferos transgênicos. A nova solução barateará custos, favorecendo o tratamento em países pobres.
Fonte: O Estado de SP

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Projeto prevê alongamento de dívida rural

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2092/07, do deputado Marcos Montes (DEM-MG), que concede uma ampla renegociação das dívidas dos produtores rurais, permitindo o alongamento do saldo devedor por até 20 anos. Chamada de Programa de Reestruturação do Passivo do Setor Rural Brasileiro, a repactuação alcança todas as linhas de financiamento, incluindo as já renegociadas, do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), que reúne as instituições financeiras autorizadas a operar com o campo.O saldo total a ser revisto será limitado a R$ 10 bilhões, bancado por emissões de títulos públicos a cargo do Tesouro Nacional. Os recursos que hoje são obrigatoriamente canalizados para o crédito rural - definidos na Lei 8.171/91 - também poderão ser usados para o refinanciamento das dívidas, segundo a proposta.PerfilO alongamento beneficia as dívidas contraídas até 31 de dezembro de 2006 por produtores pessoas física e jurídica (cooperativas, condomínios e associações), mesmo os que já tenham encerrado as atividades. Para efeitos de renegociação, será tomado o saldo devedor existente em 31 de outubro de 2007.Também poderão entrar no refinanciamento as operações contratadas ao longo de 2007 para quitar os atrasados. Isso inclui até operações de crédito direto ao consumidor (CDC). Neste último caso, haverá necessidade de concordância do Conselho Monetário Nacional (CMN).Saldo devedorPara cada linha de financiamento, o projeto estipula um tipo de apuração do saldo, sendo permitido, em alguns casos, o expurgo dos encargos cobrados pelo atraso. O mutuário só poderá alongar suas dívidas se amortizar até 15% do débito. Conforme o projeto, a instituição credora não poderá impor nenhuma restrição cadastral ou creditícia ao produtor enquanto ele estiver pagando em dia os atrasados.A quitação do débito será em prestações anuais e começa a partir de 31 de outubro de 2009. Se ao final ainda existir saldo residual, o projeto autoriza o pagamento deste em dez anos. O alongamento levará em conta a capacidade de pagamento do mutuário em atraso, mas não poderá exceder o teto de 1,5% do faturamento bruto total da atividade, no caso de agricultor familiar, minis e pequenos produtores; e 3% para os demais.EncargosOs encargos financeiros, segundo a proposta, também variam: para mini e pequenos agricultores será de 2,5% ao ano sobre o saldo apurado. Para os demais será de 3% ao ano. No caso dos assentados da reforma agrária e produtores familiares, serão aplicados os encargos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).De acordo com a proposta do deputado Marcos Montes, as garantias contratuais para o alongamento serão as mesmas permitidas para operações de crédito rural. O produtor poderá, a seu critério, substituir as garantias apresentadas no contrato original que será alongado, mas desde que as novas não tenham nenhum tipo de impedimento ou ônus. Nesse caso, a instituição financeira definirá, em um prazo de 90 dias, se aceita os novos bens garantidores.EquivalênciaUm destaque da proposta é que ela obriga o credor a apurar as prestações, caso o mutuário deseje, em "unidades de produto agropecuário". Ou seja, o valor da prestação será convertido em uma cesta de produtos. A cada ano o produtor pagará, em moeda, o equivalente ao preço dessa cesta no momento da quitação. O cálculo do preço da cesta será feito com base nos valores de referência do governo federal, segundo o PL 2092.TramitaçãoO PL 2092 tramita em caráter conclusivo nas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: SóNotícias

Safra de cana será recorde em 2008/2009


A produção de cana-de-açúcar baterá novamente recorde neste ano no Brasil. Levantamento da Datagro mostra que a colheita da safra 2008/09 deverá ser de 532,5 milhões de toneladas, um crescimento de 9,7% sobre o ciclo anterior (485,5 milhões de toneladas). A expansão reflete os investimentos em novos projetos de usinas no país. Conforme Plínio Nastari, presidente da consultoria, a nova safra será fortemente alcooleira. O mix de produção fica em 55,9% para o álcool, ante 54% do ciclo 2006/07. No centro-sul, que responde por 85% da produção nacional, 57,4% da cana será destinada para o etanol e 43,2% para o açúcar. A colheita de cana no centro-sul começará em março próximo, mas deverá se intensificar a partir do final de abril, segundo analistas de mercado. A expectativa é de que 29 novas unidades iniciem as operações nesta safra, de acordo com a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). A oferta de álcool na região ficará em 22,69 bilhões de litros, com aumento de 13,3% sobre 2006/07 (20,03 bilhões). No Nordeste, a produção crescerá quase 2%, para 2,07 bilhões de litros. Mesmo mais alcooleira, a produção de açúcar crescerá no país, puxada pelo centro-sul, com oferta 5,1% maior, para 27,55 milhões de toneladas. A região Nordeste manterá a produção em 4,45 milhões de toneladas. As exportações também devem continuar firmes, informa a Datagro. Os embarques de açúcar devem somar 20,77 milhões de toneladas, um incremento de 8,9% sobre a safra anterior (19,07 milhões de toneladas). O centro-sul impulsionará as vendas, com 18,4 milhões de toneladas negociadas ao exterior. O Nordeste manterá os volumes em 2,37 milhões de toneladas. Os embarques de álcool deverão somar 4 bilhões de litros, um aumento de 15,6%Apesar da safra recorde, o rendimento da cana será menor, por conta dos baixos tratos culturais. Os baixos preços do açúcar e do álcool durante todo o ano de 2007 desestimulou investimentos das usinas na renovação dos canaviais.
Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Emater-MG intensifica ações para amenizar efeitos da seca


No encontro para avaliação de ações e análise de cenários da seca no Norte de Minas, realizado nesta terça-feira (12 de fevereiro) em Montes Claros, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) apresentou um relato das ações para minimizar os efeitos da estiagem no semi-árido e os suportes necessários para a continuidade da produção agrícola na região. O encontro teve a participação de lideranças políticas estaduais e regionais, produtores e técnicos.
A apresentação dos trabalhos da Emater-MG foi feita pelo gerente regional da empresa em Montes Claros, Ricardo Demichelli, que listou entre as principais ações a distribuição de 200 toneladas de sementes de feijão e 200 toneladas de sementes de sorgo, suficientes para mais de 20 mil famílias de produtores rurais da região do semi-árido. As ações são do Programa Minas Sem Fome, do Governo de Minas, coordenado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e executado pela Emater-MG com as parcerias das Prefeituras, organizações sociais e famílias assistidas.
Além dessas ações para a retomada da produção agrícola, informa Ricardo Demichelli, estão em fase final de elaboração cerca de 200 projetos para abastecimento domiciliar de água, para 7 mil famílias, e uma patrulha mecanizada para os municípios da região, em processo final de licitação. “Esta é uma das ações do Governo de Minas, através da Secretaria de Agricultura e Emater-MG, para superarmos este momento difícil ocasionado pela estiagem no semi-árido”, disse o gerente, acrescentando que o cenário ainda é de apreensão com a situação climática.
De acordo com o gerente, choveu muito pouco na região, com chuvas mal distribuídas, e não há ainda uma safra garantida, não tem pastagens e o gado continua sofrendo os efeitos da seca. Neste quadro, os participantes do encontro, promovido pela Sociedade Rural e Sindicato dos Produtores Rurais de Montes Claros, deliberaram encaminhar aos Governos Federal e do Estado uma pauta de reivindicações específicas para o problema da estiagem.
Propostas
Constam da pauta ao Governo Federal a renegociação das dívidas dos produtores rurais, com uma carência mínima de dois anos, financiamento para estruturas hídricas e para equipamentos de produção de forrageiras. Ao Governo Estadual, as lideranças reivindicam, além da continuação das ações em desenvolvimento, a extensão dos benefícios do ICMS com irrigação para os produtores familiares (que atualmente abrange somente médios irrigantes), redução do ICMS de bovinos para comercialização em outros Estados e apoio à pesquisa para a bovinocultura no semi-árido.
O presidente da Emater-MG, José Silva Soares, também gerente-executivo do Programa Minas Sem Fome, manifestou-se satisfeito com as ações da Extensão Rural executadas até agora, e reafirmou o compromisso da empresa de implementar as políticas do Governo Estadual, por meio da Secretaria de Agricultura, focadas na superação das dificuldades que a seca causa na região.
“Revitalização de bacias hidrográficas, identificação das melhores práticas agrícolas de convivência com a seca, em ações coordenadas pelos Centros de Excelência em Meio Ambiente da Emater-MG, e implantação de sistemas de abastecimento domiciliar de água compõem as principais ações da Emater-MG para a questão da seca no semi-árido mineiro. Portanto, trabalhamos com intervenções emergenciais e outras de médio e longo prazos, com o sentido de mudar radicalmente as condições de produção e de qualidade de vida”, explicou.
A extensão rural nunca havia trabalhado com abastecimento domiciliar de água, na escala em que atua hoje. Segundo o presidente José Silva, cerca de 150 comunidades já foram atendidas com este projeto, e a meta do Programa Minas Sem Fome, para este ano, é a implantação de novos 350 sistemas de abastecimento, que beneficiarão mais de 10 mil famílias da região. “O semi-árido será outro”, afirma o presidente da Emater-MG, destacando que neste trabalho de transformação a parceria entre Governos e sociedade é de fundamental importância: “A Emater-MG, por exemplo, não atuava em sistemas de abastecimento de água, mas as comunidades da região reivindicaram estas ações da extensão rural, e estão sendo atendidas. A questão da água está na raiz das soluções para o semi-árido, seja para os processos produtivos ou de melhoria da qualidade de vida das pessoas”, finalizou o presidente.
Assessoria de Comunicação da Emater-MG

Leilão oferta mais de 60 mil sacas de café nesta quarta-feira

O leilão dos estoques do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) ofertará, nesta quarta-feira (13), 62 mil e 150 sacas de 60 quilos de café, a partir das 9h, por meio do sistema eletrônico do Banco do Brasil. Será o segundo leilão de 2008 realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Serão ofertados cafés das bebidas Rio, Rio Zona, Riada e Dura, dos tipos 6, 6/7, 7 e 7/8, que estão depositados nos armazéns dos municípios paranaenses de Apucarana, Jacarezinho e Maringá. Segundo o diretor do Departamento de Café (Dcaf/Mapa), Lucas Tadeu Ferreira, os preços de abertura serão de R$ 170 para Rio Zona e Rio, R$ 172 para Riada e R$ 175 para o Dura.
No primeiro leilão do ano realizado pelo Mapa, no mês de janeiro, das 100 mil sacas ofertadas, foi registrado o arremate de 92,3%, o que representa 92 mil e 330 sacas de 60 quilos. A arrecadação chegou a R$ 17 milhões, que serão aplicados pelo Funcafé em financiamentos do agronegócio café
Fonte: MAPA

Café : Alta internacional estimula físico brasileiro

Devido às fortes altas no mercado internacional, agentes brasileiros estiveram mais interessados em negociar nos últimos dias. A grande parte da oferta disponível no mercado interno tem sido de cafés remanescentes. Com a proximidade da colheita da próxima temporada, prevista para maio, a expectativa é que produtores ofertem um bom volume destes grãos que estão estocados. Para o arábica tipo 6 bebida dura para melhor, o Indicador CEPEA/ESALQ subiu 3,21% em sete dias, a R$ 280,12/sc de 60 kg (posto em São Paulo) na terça-feira, 12.
Fonte: Cepea

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Governo quer criar fabricas de adubo em Minas e Paraná

Em reação ao oligopólio identificado no setor de fertilizantes, o governo federal quer incentivar a criação de duas novas fábricas misturadoras no país, uma em Mato Grosso e outra no Paraná. A idéia é lançar um modelo inédito, uma holding formada por todas as principais cooperativas agrícolas dos dois Estados. Segundo o Ministério da Agricultura, a localização foi decidida em razão do acesso ao porto e à rede de distribuição para lavouras no Sudeste/Sul e no Centro-Oeste. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, tem sua base no Paraná e é deputado pelo PMDB. As fábricas seriam controladas por cooperativas, por meio de uma holding. Técnicos da Agricultura já iniciaram os contatos para desenvolver os projetos, embora o assunto ainda seja tratado como embrionário. No caso do Mato Grosso, a ação também tem a colaboração de produtores, interessados em baratear os custos de produção. Segundo apurou a Folha, a eventual holding misturadora de adubo do Estado teria a participação de diversas associações de produtores de diversas lavouras. Os maiores interessados são os plantadores de soja, cuja lavoura consome um terço dos fertilizantes utilizado no país. Na divisão geográfica, o Estado campeão de consumo de fertilizantes é São Paulo, com 16,87% do total, boa parte para a cana. Em seguida, vêm Mato Grosso (14,97%) e Minas Gerais (13,96%). Em dezembro, foi descoberta uma nova jazida de matéria-prima para a produção de adubo em Mato Grosso, mas ainda não há informações sobre a viabilidade técnica de extração da rocha fosfática no local. Governo e empresas têm interesse na exploração da jazida. Segundo o Ministério da Agricultura, o objetivo das novas fábricas seria, entre cinco e dez anos, tornar as cooperativas capazes de fornecer 40% dos fertilizantes para a lavoura das regiões, o que reduziria a força do suposto oligopólio. O crescimento da economia chinesa e a inundação de minas na Rússia ajudaram a elevar o preço dos produtos nos últimos meses, algo agravado pelo oligopólio, na avaliação da Agricultura. No caso do Paraná, por exemplo, o cloreto de potássio subiu de R$ 642,2 a tonelada, em setembro de 2006, para R$ 826,42, um ano depois. O sulfato de amônia saiu de R$ 465,37 para R$ 608,61, e o superfosfato simples, de R$ 421,94 para R$ 607,38, no mesmo período.
As cooperativas receberiam dois tipos de ajuda do governo federal. Primeiro, recursos para a construção da fábrica, que poderiam sair do Banco do Brasil ou do BNDES por meio de linhas já existentes. Em segundo lugar, os técnicos da Agricultura querem estimular o uso de modelos de gestão presentes nas empresas mais modernas, evitando práticas comuns nas cooperativas, como a nomeação de parentes para cargos importantes ou estratégicos. Na avaliação do mercado, o investimento inicial para a construção de uma planta de misturadora de adubo seria de R$ 600 milhões a R$ 800 milhões, para ter produção significativa em oito anos. Os fertilizantes mais consumidos no Brasil são o cloreto de potássio (6,14 toneladas anuais) e o ácido sulfúrico (5,3 milhões de toneladas anuais).
Fonte: Folha de SP

Óleo de soja com rótulo transgênico

O produto mais encontrado nos pontos de venda com o rótulo de transgênicos é o óleo de soja. A indústria alimentícia Bunge começou, no ano passado, a rotular vários lotes do seu óleo de soja Soya como produto que contêm organismos geneticamente modificados (OGMs). A outra empresa líder no setor, a Cargill, anunciou nesta semana que irá imprimir o símbolo de transgênico nas embalagens dos óleos de soja Liza e Veleiro.Na sua página eletrônica, a Cargill comunica que os produtos “não necessitariam ser rotulados, uma vez que não apresentam organismos geneticamente modificados em quantidades mínimas de matéria-prima".O comunicado, contudo, contraria a decisão da ação civil da Justiça Federal do Piauí, válida em todo o país, que determina a rotulagem nas embalagens de alimentos que contenham qualquer porcentagem de OGMs. Procurada pela Agência Brasil, a empresa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que desconhece a determinação da Justiça e se baseia na lei da rotulagem que isenta a identificação nos produtos que se limitem a 1% de OGMs.Além da modificação imposta pela Justiça do Piauí tornando a lei da rotulagem mais abrangente, há ainda o inquérito civil instaurado pelo Ministério Público de São Paulo para investigar se as empresas Bunge e Cargill, produtoras dos óleos Soya e Liza, respectivamente, estariam usando OGMs sem a devida identificação.A investigação teria surgido a partir de denúncia feita pela organização ambiental Greenpeace, em outubro de 2005. Na ocasião, um grupo de ativistas da instituição foi a Brasília entregar ao governo um dossiê que comprovava o uso de soja transgênica na fabricação dos óleos Soya e Liza, líderes do setor, além das marcas Primor e Olívia. O dossiê foi entregue também para os Ministérios Público, da Justiça, da Agricultura, da Ciência e Tecnologia, e do Meio Ambiente.A Agência de Vigilância Sanitária, onde são feitos os registros dos produtos alimentícios, ainda não dispõe de uma lista que diferencie aqueles isentos de transgenia dos que contêm OGMs. A CTNbio, por sua vez, tem entre suas diversas responsabilidades liberar o cultivo de sementes geneticamente modificadas. O controle de quantos e quais são os alimentos produzidos com OGMs foge às suas atribuições, de acordo com a assessoria de imprensa. Por enquanto, somente o Greenpeace fornece, por meio de um Guia do Consumidor, a listagem de produtos que contêm OGMs, segundo os seus critérios.Fonte: Ag. Brasil

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A hora da verdade para o Biodisel

A partir de 2008 se supõe que todo o diesel no Brasil contenha 2% de biodiesel, como determina a Lei 11.097, de 2005. Assim, busca-se implementar o Programa Brasileiro de Biodiesel, ampliando o papel das fontes renováveis na matriz energética e gerando emprego e renda no meio rural. Há uma grande expectativa com esse programa e investimentos importantes têm sido anunciados, sendo fundamental avaliar sua sustentabilidade e efetuar os ajustes necessários. Permanecem abertas questões relevantes que a sociedade brasileira deve conhecer.Em princípio, o biodiesel brasileiro poderia ser produzido a partir de diversas oleaginosas, contemplando as aptidões regionais. Ao Nordeste caberia a mamona; ao Norte, o dendê e ao Sul e Centro-Oeste, basicamente, a soja. Embora isso seja possível, a produtividade e os custos energéticos são bem diferentes. Com soja, um hectare produz 600 litros de biodiesel e com dendê pode ultrapassar 5 mil litros. Enquanto a soja apresenta resultados pífios na conversão fotossintética, como o milho na produção de etanol, as palmáceas mostram desempenho semelhante ao da cana. A mamona produz pouco por área plantada e por energia utilizada, mas seu óleo tem alto valor, sendo insensato queimá-lo. Enfim, as matérias-primas não são equivalentes, com indícios suficientes de que a soja e a mamona são opções frágeis e o dendê poderia significar para o biodiesel o que a cana já é para o etanol. Nos anos 1980 eram propostos cultivos alternativos para a fabricação de etanol, como a mandioca, mas a maior eficiência e a integração produtiva asseguraram à cana o papel que desempenha hoje. E o Brasil não seria o exemplo da bioenergia racional em todo o mundo se tivesse promovido a produção de etanol de outra forma. Cultivos inovadores, como o pinhão manso, merecem ser avaliados, mas ainda não dispõem de informações confiáveis para serem aceitos como fontes válidas de biodiesel, com boa produtividade e baixo consumo de recursos naturais.Sob essa heterogeneidade produtiva, os custos dos óleos vegetais são diferenciados, com um valor de oportunidade em outros mercados que é preciso considerar. Além disso, nas últimas décadas o biodiesel tem apresentado custos bem superiores ao diesel, com limitadas perspectivas de convergência. Tal contexto, mesmo em tempos de altos preços para o petróleo, vem estancando os pesadamente subsidiados programas de biodiesel europeu e americano. Não obstante, com expectativas de estarmos no início de uma curva de aprendizagem, o Brasil tem replicado no biodiesel os mecanismos de suporte bem-sucedidos com o etanol, como a renúncia fiscal, com a novidade do Selo Social, concedendo expressiva redução de tributos aos fabricantes que adquiram parte da matéria-prima de produtores familiares. No caso da soja no Centro-Oeste, utilizada em mais de 90% do biodiesel brasileiro, com apenas 10% do suprimento a partir de pequenos produtores, os tributos federais se reduzem em 68%. Os ganhos sociais nesse caso justificariam o estímulo ao ineficiente biodiesel de soja? Mesmo com total desconto nos tributos, o biodiesel de mamona quase não é produzido e o biodiesel de dendê, que requer maior prazo para a instalação das plantações, também pouco avançou. Por isso, seria interessante reavaliar a política de suporte ao biodiesel, bem como considerar novas e promissoras matérias-primas, como o sebo, com baixo custo e boa qualidade do biodiesel, e o óleo de fritura usado, cujo uso reduz o impacto ambiental em sua disposição final. Outra medida a analisar é a flexibilização do teor de biodiesel, respeitando uma média regional, racionalizando a logística sem afetar a demanda assegurada.É grande o empenho da sociedade para com o biodiesel. Dada a diferença de preço entre o diesel nas refinarias e o biodiesel nos últimos leilões, o consumo de 840 milhões de litros em 2008 custará mais de R$ 1 bilhão, que tende a se elevar quando novos leilões de biodiesel ocorrerem. Esse valor tem sido coberto mediante renúncias fiscais e diretamente pelos cidadãos via aumentos nos preços dependentes do diesel, mas, mesmo com substituição de diesel importado e eventuais externalidades, é um custo muito elevado ante os modestos resultados alcançados, em que a racionalidade energética é ignorada.O Brasil pode e merece ter um programa de biodiesel sustentável, não o arremedo filantrópico e pirotécnico que temos até agora
Fonte: Protefer

Governo vai reduzir lista de fazendas exportadoras de carne

O governo vai diminuir a relação de fazendas aptas a exportar carne para a União Européia. A nova lista deve servir de base para a inspeção dos países europeus, que chega ao Brasil no dia 25.
A Europa decidiu, no último dia 30, suspender as importações da carne brasileira porque não concordou com a lista de fazendas elaborada pelo governo brasileiro. O bloco previa o cadastramento de 300 propriedades para fornecimento de animais para os frigoríficos, mas na lista enviada pelo Brasil constavam cerca de 2.800 fazendas.Os certificados de exportações que permitem o embarque para o bloco deixaram de ser emitidos pelo Ministério da Agricultura no dia 1º de fevereiro.A estratégia dos governos federal e dos estados é antecipar etapas para que o embargo caia o quanto antes. Ficou acertado que o Ministério da Agricultura vai enviar até 15 de fevereiro uma nova lista de fazendas que estão de acordo com o Serviço de Rastreamento do Gado (Sisbov) propriedades que estariam aptas a exportar para a Europa.
Primeira lista
O governo admitiu que a primeira lista com 2,6 mil fazendas continha falhas, mas todas burocráticas, como pendência de documentos de algumas propriedades. A nova relação, segundo o Ministério da Agricultura, vai ser bem menor: terá somente aquelas que preencherem 100% de todos os requisitos, algo em torno de 600 fazendas.Apesar de 600 ser um número bem menor do que o setor queria, ainda é o dobro do que os europeus esperam. Mas o ministro Reinhold Stephanes está confiante. “Nós acreditamos que se a lista estiver efetivamente com toda a documentação, com todos os comprovantes, ela será levada em mãos; não há motivos para se recusar essa lista. E não temos forma diferente de agir”.Os estados também acham pequeno o número de fazendas da nova lista, mas concordaram com o procedimento. “Nós temos um prazo até o final desta semana para mandar os laudos das ouvidorias corrigidos para o ministério receber, reavaliar e endossar para a União Européia”, declara o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura, Gilman Viana Rodrigues.De acordo com o Ministério da Agricultura, as outras duas mil propriedades da primeira lista serão reavaliadas pelo Serviço de Inspeção Sanitária e podem entrar em futuras indicações.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

OIC é depositária do acordo internacional do cafe de 2007

A própria Organização Internacional do Café (OIC) será depositária do novo Acordo Internacional do Café (AIC) de 2007, que entrará em vigor a partir de outubro deste ano. Anteriormente a Seção de Tratados da Organização das Nações Unidas exercia a função de depositária. Esta foi uma das decisões da 99ª Sessão Especial do Conselho da OIC realizada nos dias 24 e 25 deste mês, em Londres. O diretor do Departamento do Café, da Secretaria de Produção e Agroenergia (SPAE), Lucas Tadeu Ferreira, e o diretor de Programas da Secretaria-Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Gerardo Fontelles, integraram a delegação brasileira.
Como depositária, a OIC será o local onde os 77 países signatários, dos quais 45 produtores, 32 importadores, e outros países que oficializarem suas adesões, comparecerão para cumprir o Acordo e as exigências administrativas da OIC.
De acordo com Ferreira, o prazo concedido para os representantes legais - embaixadores credenciados, chefes de estado ou ministro das relações exteriores - assinarem o documento acordado vai até o dia 30 de agosto. No Brasil, esse documento precisa ter a aprovação do Congresso Nacional, mediante decreto legislativo, e ser promulgado pelo presidente da República.
Paralelamente à Sessão Especial, a Junta Executiva realizou sua 266ª reunião que tratou de assuntos administrativos, de gestão interna como orçamento, receita e despesa, contribuição, análise de projetos de interesse da cafeicultura. Segundo Ferreira, nessa reunião foi aprovada a proposta brasileira de implantação da Rede de Promoção de Café, em nível mundial. A Rede visa criar comunidades virtuais para a troca de informações e desenvolvimento de mercado. Estão previstas outras comunidades nesta rede da Internet: “Café e Saúde”, “Café na Escola”, “Qualidade”, “Modo de preparo”, “Ciência”, “Tecnologia”, “Pesquisas”, “Eventos”, entre outros temas. Os interessados em participar desta nova rede deverão, a partir de 15 de fevereiro, acessar
www.promotionetwork.com.
A realização da 3ª Conferência Mundial do Café, que ocorre em 2010, também foi discutida entre os membros da OIC. A delegação da Guatemala manifestou interesse em sediar a conferência. As duas edições anteriores foram sediadas em Londres, em 2000 e em Salvador/Brasil, em 2005. O país-sede e os temas da próxima conferência serão anunciados na reunião do Conselho da OIC, de 19 a 23 de maio deste ano. Neste evento, também será realizado um Seminário sobre Indicações Geográficas do café . (Inez De Podestà)
Mais informações no site
www.ico.org. Escolha entre os idiomas oficiais da Organização: português, espanhol, francês ou inglês.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O adeus ao grande mestre


A ciência brasileira perde um dos mais notáveis estudiosos no ramo da agricultura, reconhecido internacionalmente, admirado entre seus pares e referência para várias gerações de pesquisadores faleceu no dia 19 o grande mestre Eurípedes Malavolta. Professor Malavolta, como era conhecido, contribuiu sobremaneira para a evolução da cafeicultura nacional, destacado pelos estudos pioneiros na área de solos e nutrição de plantas. Foi membro da Academia Brasileira de Ciências desde 1964 e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo desde 1972. Membro honorário da Sociedade Colombiana de Ciências do Solo, da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, da Sociedade Internacional de Ciência do Solo e da Third World Academy of Sciences.Natural de Araraquara, SP, concluiu a graduação em Engenharia Agronômica em 1946 na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" ESALQ, onde também iniciou a carreira docente como assistente de José de Mello Moraes com quem fez a Livre-docência (1951) e obteve a Cátedra de Química Orgânica e Química Biológica em 1958. Foi pesquisador e professor visitante por períodos curtos em várias universidades: Universidade da Califórnia (Berkeley), Kearney Foundation of Soil Science, Ohio State University, (Columbus – USA), além de universidades na Argentina, Paraguai, Peru, Venezuela e Colômbia.Tem 45 livros publicados - em português, espanhol, inglês, hindi e chinês -, outros 70 capítulos em diversas obras e reúne 554 artigos em periódicos especializados e 84 trabalhos em anais de eventos, publicados no Brasil e no exterior. É autor dos livros Manual de Química Agrícola, Adubos e Adubações e Manual de Nutrição Mineral de Plantas. Na área de fertilizantes, desenvolveu dois adubos (Fosmag, da Manah e Nitrosulfocalcio, da Petrofertil). Proferiu cerca de 370 palestras e participou de cerca de 200 reuniões científicas no Brasil e exterior. Foi orientador de 40 mestres e 64 doutores na área de agronomia e estava orientando mais três doutorandos. Aposentou-se da Luiz de Queiroz em 1984 e desde então trabalhava como pesquisador no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) que ajudou a fundar. Também coordenava seis projetos de pesquisa, com ênfase em nutrição mineral de plantas, fertilidade do solo, adubação e aspectos ambientais do uso de fertilizantes e corretivos, interagindo com as áreas acadêmicas, empresas agrícolas e de fertilizantes e órgãos oficiais."A celulose das árvores que foram cortadas para o papel do muito demasiado que escrevi ou publiquei – as apostilas escritas para aprender, os livros escritos para ensinar, os livros editados, vertidos e traduzidos para línguas que eu não sei nem ler nem escrever. Mas que alguém está lendo neste mundo vasto mundo, uma outra verdade nova, ou mentira interina, que com pesquisa e experimentação, se me revelou os alunos todos, quantos não sei, que repartiram comigo a alegria da busca da verdade, na maioria das vezes, e o desapontamento de um ou outra frustração... Por esta contemplação sem ordem, cronologia ou geografia, passa a sucessão das estações do ano que vejo nas plantas e nas culturas: germinações, brotações, colheita – vida plena e vida suspensa...."Trecho das memórias escritas em 2007 pelo professor Malavolta: "Canto dos 80 anos".

Conab vai leiloar mais milho e arroz

Mais um leilão de milho e arroz em casca será realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta, dia 31, em Brasília, às 10h, com a oferta de 126,3 mil toneladas de grãos, armazenados nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
O volume de arroz em casca ofertado será de 81,6 mil toneladas. As 44,7 mil toneladas de milho serão para a avicultura, suinocultura, bovinocultura de leite, cooperativas de criadores de aves, de suínos e de bovinos de leite, além de indústrias de ração e de insumo para ração animal nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Bahia Ceará, Goiás Paraíba, Pernambuco Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e Tocantins.
Podem participar os cadastrados na bolsa que tenham como atividade principal e estejam em plena atividade nas áreas de avicultura, suinocultura, bovinocultura de leite, cooperativas de criadores de aves, de suínos e de bovinos de leite, indústria de ração para avicultura e suinocultura e indústrias de insumo para ração animal.
Já os avicultores, suinocultores e bovinocultores de leite só podem adquirir a quantidade de milho correspondente ao consumo trimestral do plantel declarado; e as cooperativas de criadores de aves, de suínos e de bovinos de leite, o correspondente ao consumo trimestral do plantel de seus cooperados criadores ativos.
As indústrias de ração para avicultores e suinocultores, as indústrias de insumo para ração animal só poderão adquirir o quantitativo correspondente à sua capacidade de produção trimestral, declarada à Conab.
Do Ministério da Agricultura-->

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Zona da mata e Jequitinhonha:café adensado tem tido adesão




Uma região produtora de café do Estado de Minas Gerais é a Zona da Mata e o Vale do Jequitinhonha As principais cidades produtoras são Caratinga, Inhapim, Manhuaçu, Manhumirim, Espera Feliz, Matipó, Santa Rita de Minas e Viçosa.
A cultura, que foi inserida na região na época do império, ainda hoje tem influência na economia das cidades. De acordo com Sérgio Gilberto Estevanato, engenheiro agrônomo da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Caratinga, 80% do café cultivado é da variedade Catuaí. Também são cultivados cafés das variedades Mundo Novo e de outras que têm sido criadas. A altitude média da região é de 650 metros e o café produzido obtém bebida dura. De acordo com Estevanato, no passado já foram obtidas bebidas inferiores, mas atualmente a região até concorre ao Prêmio Brasil de Qualidade da Illycaffè com a melhora da qualidade de sua produção. A torrefadora italiana promove o concurso com o objetivo de descobrir onde estão os melhores cafés do país para serem comprados pela empresa. "Os produtores têm se preocupado em melhorar a qualidade para conseguir um preço melhor para o seu café", informa.
Devido ao relevo da região, os produtores não fazem muito uso de máquinas, sendo que 90% dos A região da Zona da Mata/Jequitinhonha não é afetada por geadas, mas têm sofrido com uma grande estiagem. Por esse motivo, alguns municípios estão investindo na irrigação. Porém, essa tecnologia ainda é pouco utilizada, segundo Estevanato.
Assim como o

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Fazendeiro que desmata não tera carteira de crédito


Diante do aumento da área desmatada na Amazônia de agosto a dezembro de 2007, o governo anunciou ontem que os bancos oficiais estão proibidos de financiar máquinas e plantio de safra das propriedades que tenham feito derrubada ilegal da floresta. Haverá também o bloqueio das fazendas envolvidas no crime ambiental. E vão responder solidariamente os que comprarem ou transportarem produtos de quem derrubou a mata.
Após reunião emergencial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, divulgou uma lista de 36 municípios campeões em desmatamento - 19 em Mato Grosso, 12 no Pará, 4 em Rondônia e 1 no Amazonas. A Polícia Federal iniciará no dia 21 uma operação nesses locais. O Ministério da Agricultura também enviará equipes com a determinação de visitar as áreas desmatadas.
No ano passado, o governo estima ter bloqueado 234 mil hectares de propriedades envolvidas em desmatamentos ilegais. Marina disse que decreto assinado pelo presidente no dia 21 de dezembro vai tornar mais ágil o processo de embargo das terras.
Uma portaria regulamentando o decreto deve ser publicada hoje no Diário Oficial, com detalhes de bloqueios e regras de proibição de créditos. Também está proibida autorização de desmate nos 36 municípios da lista de maior derrubada. O campeão é São Félix do Xingu, seguido de Cumaru do Norte, no Pará. O desmatamento em Marcelândia, Querência e Colniza, em Mato Grosso, também foi alto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Presidente da Microsoft anuncia doação a pequenos produtores

Davos (Suíça), 25 jan (EFE).- O presidente da Microsoft, Bill Gates, anunciou hoje uma doação de US$ 306 milhões a projetos destinados a desenvolver a agropecuária na África e no sul da Ásia.
O pacote de projetos financiados pela Fundação Bill e Melinda Gates busca aumentar a receita de milhões de pequenos produtores da África e suas famílias, para que possam sair da pobreza, disse Gates à imprensa no Fórum Econômico Mundial de Davos.
"Nossa Fundação se concentra na saúde global, mas também no desenvolvimento global, e acreditamos que a agricultura é um elemento-chave e, por isso, nos últimos três anos expandimos nossas atividades a esta área, e especialmente com a alocação destas subvenções", afirmou Gates.
"Achamos que a agricultura é muito importante, porque dos 1,1 bilhão de pessoas que vivem com menos de US$ 1 por dia, três quartos são pequenos agricultores, e mais de 100 milhões destas pessoas sofrem de fome crônica", acrescentou.
O objetivo é aumentar a produtividade e permitir que estes agricultores tenham um bom acesso aos mercados, através de pesquisa na área, e cursos de treinamento e educação.
A maior das subvenções, no valor de US$ 164 milhões, busca conseguir a regeneração da terra na África para permitir mais e melhores colheitas. Essa ajuda se destina à Aliança para uma Revolução Verde na África (Agra), criada em 2006 pela Fundação Bill e Melinda Gates.
Outra parte será destinada aos plantadores de café no leste da África, e outras duas subvenções serão para ajudar os produtores de produtos lácteos do leste africano a melhorar sua produtividade, o armazenamento e o acesso aos mercados, disse Gates.
Os pequenos agricultores de arroz na Ásia também receberão uma parte de ajuda deste pacote, acrescentou. EFE

Estudo sugere que vegetal orgânico é mais saudável


Pesquisa analisou antioxidantes em tomates orgânicos
Um estudo americano que durou dez anos sugere que consumir frutas e verduras orgânicas é melhor para a saúde do que comer os mesmos alimentos cultivados com o uso de fertilizantes.
Os pesquisadores da University of California compararam tomates orgânicos com os convencionais e chegaram à conclusão de que os orgânicos têm quase o dobro de flavonóides - substâncias consideradas benéficas à saúde por suas propriedades antioxidantes.
Estudos anteriores indicaram que os flavonóides reduzem a pressão sangüínea, diminuindo os riscos de doenças cardíacas e derrames. As substâncias também já foram associadas à redução nos índices de determinados tipos de câncer e demência.
Os cientistas mediram as quantidades de dois tipos de flavonóides - quercetina e kaempferol - em amostras de tomates secos que haviam sido coletadas como parte de um estudo de longo prazo sobre os métodos de agricultura.
Eles descobriram que, na média, os tomates orgânicos tinham 79% mais quercetina e 97% mais kaempferol do que os convencionais.
Fertilizantes
A equipe diz que a diferença pode ser explicada pela concentração de nitrogênio no solo.
Segundo a revista científica New Scientist, os diferentes níveis de flavonóides se devem provavelmente à ausência de fertilizantes na agricultura orgânica.
Os flavonóides são produzidos como um mecanismo de defesa que pode ser acionado por deficiências de nutrientes, como a falta de nitrogênio no solo.
Como o nitrogênio está facilmente acessível nas lavouras convencionais, não-orgânicas, as plantas não "precisariam" produzir os flavonóides.
O estudo foi publicado na última edição da revista Journal of Agricultural and Food Chemistry.
Ômega 3
O diretor para políticas públicas da Soil Association, uma ONG britânica que promove o consumo de alimentos orgânicos, disse que este é o segundo estudo americano a mostar diferenças nutricionais entre alimentos orgânicos.
"Essas descobertas também confirmam recentes pesquisas européias, que mostraram que tomates, pêssegos e maçãs processados de forma orgânica têm maior qualidade nutritiva do que os não-orgânicos", disse Peter Melchett.
A agência que fiscaliza o setor alimentício na Grã-Bretanha reconheceu a existência de provas de que os flavonóides podem ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares e disse estar estudando esses benefícios mais a fundo.
No entanto, um porta-voz disse que a orientação da agência é de que, apesar da possível diferença nos níveis de nutrientes, os alimentos orgânicos não são necessariamente melhores para a saúde.
A agência cita como exemplo um estudo recente mostrou que o leite orgânico tem níveis mais altos de ácidos graxos ômega 3. Segundo o órgão fiscalizador, esse ácidos não parecem ter os mesmos benefícios dos óleos ômega 3 encontrados em alguns peixes.
Fonte:Mandioca via e-mail: Ano III, n.93, 12 de julho de 2007

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

PRODUTORES QUEREM RECONHECIMENTO INTERNACIONAL DA CACHAÇA


Brasília (23.1.2008) - O reconhecimento internacional da cachaça como produto brasileiro, a exportação e a legislação da bebida foram discutidas, na primeira reunião da Câmara Setorial da Cachaça de 2008, nesta quarta-feira (23), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Para os produtores que atuam na Câmara Setorial, a prioridade é que os países importadores reconheçam a cachaça como produto brasileiro. “Para isso, vão elaborar uma lista dos principais países para onde o Brasil exporta cachaça e encaminhar ao grupo de trabalho, coordenado pelo Itamaraty, que identificará junto às embaixadas, os principais pontos que têm dificultado esse reconhecimento”, explicou o secretário-executivo da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça, Ricardo Cavalcante.
Com relação à exportação da cachaça a granel, foi reformulado o grupo de trabalho para elaborar uma proposta a ser apresentada na próxima reunião da Câmara prevista para a segunda quinzena de abril.
A Câmara Setorial discutiu o Projeto de Lei 1187, do deputado Valdir Colatto (PMDB/SC), que dispõe sobre a produção, comércio, registro, padronização, classificação, controle, certificação, inspeção e fiscalização da cachaça e da aguardente de cana-de-açúcar brasileira. (Da Redação)

Pronaf conta novo prazo para quitar débitos de investimento

Foi prorrogado para 15 de fevereiro o prazo para que agricultores familiares e assentados da reforma agrária quitem as parcelas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e, assim, recebam o abatimento no valor das prestações. A prazo anterior era 17 de dezembro de 2007. A nova data foi estabelecida pelo Banco Central, por meio da Resolução nº 3523, publicada no Diário Oficial da União no dia 20 de dezembro. Com a quitação dos débitos, os agricultores familiares ficam aptos a acessar os recursos do Plano Safra 2007/2008. A medida é válida para as operações de investimento que estavam adimplentes até 31 de dezembro de 2006 e para as parcelas com vencimento em 2007. As famílias que acessaram os créditos do grupo B do Pronaf terão direito a um bônus de 10% sobre o pagamento integral da parcela de 2007 a ser quitada até a nova data estipulada. Nos demais grupos e linhas de crédito, o desconto será de 18% para o pagamento integral das parcelas.Os beneficiários que pagarem mais de 50% da parcela e prorrogarem o restante para até um ano após o vencimento da última prestação também poderão ter acesso ao bônus sobre o valor pago. Já os que pagarem entre 15% e 50% e prorrogarem o restante terão direito a um bônus de 5% sobre a o valor total da parcela de 2007. As operações serão mantidas em condição de normalidade até a nova data de 15 de fevereiro e as famílias devem comparecer ao banco para renegociar.

Natureza é agredida pelo lixo humano


Um dos fatos mais curiosos na natureza é que ela cuida de limpar todos os lixos que produz. Pode-se dizer que a "casa natureza" está sempre limpa ou em processo de limpeza. O fato é que todas as coisas na natureza estão em seu lugar e retornam para o local de origem. A folha que cai da árvore, por exemplo, permanece no chão por algum tempo, mas logo vai se decompor, transformando-se em húmus, ou seja, material de que se alimentam as plantas. A natureza tem seus próprios coveiros, como o urubu, que se encarrega de remover os cadáveres e o mau-cheiro. Ela recicla por conta própria todo lixo que produz. Somente
o homem, que também provém da natureza, não cuida bem do seu próprio lixo.Pouca gente se dá conta de que, jogando um papel no chão, um pedao de plástico na estrada ou uma lata de cerveja vazia na praia, o lixo vai ficar lá, às vezes por décadas. Nesses casos, nem mesmo a natureza sabe processar todo tipo de material que o homem converte em resíduo. É assim, por causa desse descaso e desrespeito à natureza, que nossas cidades estão cada vez mais poluídas e inabitáveis.
Observe a quantidade de lixo produzida em sua casa, some-a com o lixo dos vizinhos e tente imaginar a montanha de resíduos que o mundo inteiro produz. Um estudo do IBGE, feito em 1980, calculava que cada morador urbano produzia, em média, 220 quilos de lixo domiciliar por ano. Hoje, calcula-se que cada um dos brasileiros que moram nas áreas urbanas produzem um quilo de lixo por dia, ou seja, mais de 350 quilos em um ano

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Travessia para inclusão social

Governador Aécio Neves lança programa para fortalecer ações nos municípios carentes
O governador Aécio Neves lançou, na última terça-feira (15), em solenidade no Palácio da Liberdade, o Programa Travessia. O objetivo da iniciativa é oferecer novas oportunidades de emprego e melhoria da qualidade de vida nas cidades mais carentes de Minas, além de beneficiar cidades-pólo que concentrem grande número de famílias em condições sociais vulneráveis. A Emater-MG é parceira atuante neste programa, por meio de suas equipes técnicas que atuam nas cidades onde acontecerão as intervenções.
Inicialmente serão cinco municípios beneficiados, cuja população soma 514 mil habitantes. Os contemplados são Setubinha e Franciscópolis, no Vale do Mucuri; Jampruca e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce; e Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A Emater-MG já atua nesses municípios há vários anos, com ações e projetos sob uma gestão participativa e sustentável, como o programa Minas Sem Fome, que foi implantado em 2004. As ações da Emater visam contribuir para o desenvolvimento sustentável de agricultura familiar, inclusão social da população no processo produtivo, com atividades que incentivam a produção de alimento, agregação de valor, geração de renda, capacitação de agricultores familiares e jovens rurais. "Por meio de uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) foi percebido que, quanto menor o IDH do município, maior o impacto das ações da Extensão Rural. Dessa forma, a Emater-MG tem a convicção de que será a principal entidade para cumprir as diretrizes do Programa Travessia", afirma o presidente da Emater-MG e Asbraer, José Silva Soares.
De acordo com o governador Aécio Neves, o Programa Travessia terá um investimento inicial de R$ 91,5 milhões. Desse total, R$ 31 milhões são do Tesouro do Estado, sendo que R$ 25 milhões serão destinados especificamente a Governador Valadares e Ribeirão das Neves, por meio do programa Poupança Jovem. O restante – R$ 35,5 milhões – também já está assegurado no orçamento de 2008 e será oriundo das estatais e das secretarias.
Os recursos serão empregados na ampliação da oferta de energia elétrica, de moradias populares e tratamento de água e esgoto. As ações terão como eixos principais saneamento, moradia e entorno, saúde, organização social, educação e renda. Os trabalhos terão a participação conjunta das secretarias e órgãos estaduais, entidades públicas e não-governamentais. A idéia é que, a partir da segunda etapa, o programa envolva também os governos federal e municipais.

Ministério da Agricultura participa de reunião da Organização Internacionalo do Café

Nos próximos dias 24 e 25, o diretor do Departamento do Café, da Secretaria de Produção e Agroenergia (SPAE), Lucas Tadeu Ferreira, e o diretor de Programas da Secretaria-Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Gerardo Fontelles, participam, em Londres, da 99ª Sessão Especial do Conselho da Organização Internacional do Café (OIC) e Reunião do Comitê Executivo da OIC.
Serão tratados temas como definição do país e entidade depositários do Acordo e Internacional do Café de 2007, renovado em setembro passado, além de assuntos relacionados à administração, orçamento e gestão da OIC, que serão discutidos pela Junta Executiva. Os participantes também debaterão a adoção de mecanismos para aperfeiçoar os levantamentos e dados estatísticos da OIC, em nível mundial.
Integram a Organização, 77 países-membros, dos quais 45 são exportadores e 32, importadores.
Do Ministério da Agricultura-->

Concurso Qualidade de Café


O Leilão dos Cafés de Minas e o 4º Concurso de Qualidade Cafés de Minas, realizados na semana passado no FestCafé 2007, foram excelentes oportunidades para os produtores mostrarem a qualidade e o potencial do café mineiro. No leilão, o lote mais valorizado teve a saca arrematada por R$ 634,50. Esse número significa uma valorização frente ao preço médio da saca de 60 quilos – vendido em Minas por cerca de R$ 258,00 - de 174%. Manhuaçu conquistou o quinto lugar entre os 15 finalistas na categoria Cereja Descascado.
O concurso foi promovido pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais por meio da Emater e da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e contou com profissionais da Escola Agrotécnica Federal de Machado e do Instituto Mineiro de Agropecurária (IMA), parceiros na realização das provas. Dos 30 cafés classificados - 15 na categoria Café Natural e 15 na Cereja descascado/desmucilado - cinco finalistas foram premiados em cada categoria.

Projeto produz semantes de milho para agricultura familiar


O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e a Prefeitura de Itarana firmaram um acordo para produzir sementes de milho no município. O convênio faz parte das ações da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aqüi-cultura e Pesca (Seag) para ampliar oferta de sementes de milho aos produtores de base familiar do Espírito Santo.Itarana é o segundo município a formalizar a parceria. O primeiro foi Anchieta. Até o final do ano, mais oito municípios capixabas devem acertar o acordo com o Incaper para cultivar, no próprio município, as sementes necessárias para atender aos produtores que investem na cultura.A partir do convênio, assinado na quinta-feira, dia 6, vai ser criado em Itarana um campo de produção em uma área de três hectares. Nele vão ser produzidas sementes de milho da variedade “ouro verde”. Esta variedade, que possui alto padrão genético, pode ser utilizada para até três plantios na propriedade. Por isso, é a mais indicada aos agricultores de base familiar, pois não há necessidade de aquisição de sementes todos os anos.O campo tem capacidade para produzir cerca de seis mil quilos de sementes por safra, o que resulta em mais de 300 ha de plantio.Além dos campos de produção que estão em fase de implantação nos municípios, o Incaper produz anualmente cerca de 60 toneladas de sementes básicas, em fazendas próprias. Isso só é possível devido à recuperação das bases físicas de produção do Instituto, que estavam desativadas. Para recuperá-las, a Seag investiu mais de R$ 100 mil.Segundo o presidente do Incaper, Enio Bergoli, a partir da produção de sementes em parceria com os municípios vai ser possível dobrar a oferta aos produtores. “Passaremos a ofertar, até o final do ano, cerca de 120 mil kg de sementes de milho ‘ouro verde’”.

-Ferrugem do Cafeeiro-




A ferrugem é, sem dúvida, a doença mais comum nas lavouras brasileiras e de todo o mundo. Porém, não deixa de representar grande risco ao cafeeiro. A ferrugem também é a doença sobre a qual foram feitos mais trabalhos de pesquisas até a atualidade. Ela foi constatada em 1970, no sul da A doença é caracterizada pelo aparecimento de manchas nas faces superior e inferior das folhas. Elas são causadas pela ação do fungo Hemileia vastatrix, que é um parasita foliar obrigatório do café. Existem duas espécies do gênero Hemileia que provocam a ferrugem. A espécie coffeicola tem efeitos mais brandos e não está presente no Brasil. As manchas provocadas pelo fungo têm, no início, uma coloração amarelada-clara na parte inferior das folhas. Com a evolução do estágio de infecção, a mancha aumenta e atinge tons alaranjados e com aspecto empoeirado. Na face superior da folha infectada também aparecem manchas amareladas. O período prolongado de ação propicia ainda o aparecimento de outros fungos do gênero Verticillium, que dão um aspecto esbranquiçado à lesão.
A ação da ferrugem provoca queda precoce das folhas e a secagem dos ramos, que, em conseqüência disso, não produzirão frutos no ano seguinte. A ocorrência da ferrugem está sempre relacionada à queda na produtividade das safras seguintes. Os prejuízos provocados pela doença podem ser representados por quedas de aproximadamente 35% na produtividade.
O fungo encontra facilidade para a disseminação pela lavoura bastando, para isso, contar com o auxílio de insetos, chuvas, animais e até mesmo do homem. As condições ideais para os fungos atacarem a folha são temperaturas entre 22ºC e 25ºC, ausência de luz direta e água. A ferrugem também tem preferência por cafeeiros que tenham muitas folhas.
O controle da doença dever ser feito com a aplicação de fungicidas. Por favorecer a proliferação da enfermidade e a germinação do fungo, as lavouras devem estar protegidas durante o período de chuvas. Em grande parte das Além de pesquisas sobre a doença, grandes também são os investimentos no desenvolvimento de cultivares resistentes à ferrugem, através do melhoramento genético. Esta tem sido considerada a melhor opção para combater a doença. Dentre as variedades resistentes estão o Icatu vermelho, o Icatu amarelo, o Obatã, o Iapar 59, o Tupi. A grande maioria dos cultivares foi criada pelo IAC (Instituto Agronômico de Campinas).