
No encontro para avaliação de ações e análise de cenários da seca no Norte de Minas, realizado nesta terça-feira (12 de fevereiro) em Montes Claros, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) apresentou um relato das ações para minimizar os efeitos da estiagem no semi-árido e os suportes necessários para a continuidade da produção agrícola na região. O encontro teve a participação de lideranças políticas estaduais e regionais, produtores e técnicos.
A apresentação dos trabalhos da Emater-MG foi feita pelo gerente regional da empresa em Montes Claros, Ricardo Demichelli, que listou entre as principais ações a distribuição de 200 toneladas de sementes de feijão e 200 toneladas de sementes de sorgo, suficientes para mais de 20 mil famílias de produtores rurais da região do semi-árido. As ações são do Programa Minas Sem Fome, do Governo de Minas, coordenado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e executado pela Emater-MG com as parcerias das Prefeituras, organizações sociais e famílias assistidas.
Além dessas ações para a retomada da produção agrícola, informa Ricardo Demichelli, estão em fase final de elaboração cerca de 200 projetos para abastecimento domiciliar de água, para 7 mil famílias, e uma patrulha mecanizada para os municípios da região, em processo final de licitação. “Esta é uma das ações do Governo de Minas, através da Secretaria de Agricultura e Emater-MG, para superarmos este momento difícil ocasionado pela estiagem no semi-árido”, disse o gerente, acrescentando que o cenário ainda é de apreensão com a situação climática.
De acordo com o gerente, choveu muito pouco na região, com chuvas mal distribuídas, e não há ainda uma safra garantida, não tem pastagens e o gado continua sofrendo os efeitos da seca. Neste quadro, os participantes do encontro, promovido pela Sociedade Rural e Sindicato dos Produtores Rurais de Montes Claros, deliberaram encaminhar aos Governos Federal e do Estado uma pauta de reivindicações específicas para o problema da estiagem.
Propostas
Constam da pauta ao Governo Federal a renegociação das dívidas dos produtores rurais, com uma carência mínima de dois anos, financiamento para estruturas hídricas e para equipamentos de produção de forrageiras. Ao Governo Estadual, as lideranças reivindicam, além da continuação das ações em desenvolvimento, a extensão dos benefícios do ICMS com irrigação para os produtores familiares (que atualmente abrange somente médios irrigantes), redução do ICMS de bovinos para comercialização em outros Estados e apoio à pesquisa para a bovinocultura no semi-árido.
O presidente da Emater-MG, José Silva Soares, também gerente-executivo do Programa Minas Sem Fome, manifestou-se satisfeito com as ações da Extensão Rural executadas até agora, e reafirmou o compromisso da empresa de implementar as políticas do Governo Estadual, por meio da Secretaria de Agricultura, focadas na superação das dificuldades que a seca causa na região.
“Revitalização de bacias hidrográficas, identificação das melhores práticas agrícolas de convivência com a seca, em ações coordenadas pelos Centros de Excelência em Meio Ambiente da Emater-MG, e implantação de sistemas de abastecimento domiciliar de água compõem as principais ações da Emater-MG para a questão da seca no semi-árido mineiro. Portanto, trabalhamos com intervenções emergenciais e outras de médio e longo prazos, com o sentido de mudar radicalmente as condições de produção e de qualidade de vida”, explicou.
A extensão rural nunca havia trabalhado com abastecimento domiciliar de água, na escala em que atua hoje. Segundo o presidente José Silva, cerca de 150 comunidades já foram atendidas com este projeto, e a meta do Programa Minas Sem Fome, para este ano, é a implantação de novos 350 sistemas de abastecimento, que beneficiarão mais de 10 mil famílias da região. “O semi-árido será outro”, afirma o presidente da Emater-MG, destacando que neste trabalho de transformação a parceria entre Governos e sociedade é de fundamental importância: “A Emater-MG, por exemplo, não atuava em sistemas de abastecimento de água, mas as comunidades da região reivindicaram estas ações da extensão rural, e estão sendo atendidas. A questão da água está na raiz das soluções para o semi-árido, seja para os processos produtivos ou de melhoria da qualidade de vida das pessoas”, finalizou o presidente.
Assessoria de Comunicação da Emater-MG
A apresentação dos trabalhos da Emater-MG foi feita pelo gerente regional da empresa em Montes Claros, Ricardo Demichelli, que listou entre as principais ações a distribuição de 200 toneladas de sementes de feijão e 200 toneladas de sementes de sorgo, suficientes para mais de 20 mil famílias de produtores rurais da região do semi-árido. As ações são do Programa Minas Sem Fome, do Governo de Minas, coordenado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e executado pela Emater-MG com as parcerias das Prefeituras, organizações sociais e famílias assistidas.
Além dessas ações para a retomada da produção agrícola, informa Ricardo Demichelli, estão em fase final de elaboração cerca de 200 projetos para abastecimento domiciliar de água, para 7 mil famílias, e uma patrulha mecanizada para os municípios da região, em processo final de licitação. “Esta é uma das ações do Governo de Minas, através da Secretaria de Agricultura e Emater-MG, para superarmos este momento difícil ocasionado pela estiagem no semi-árido”, disse o gerente, acrescentando que o cenário ainda é de apreensão com a situação climática.
De acordo com o gerente, choveu muito pouco na região, com chuvas mal distribuídas, e não há ainda uma safra garantida, não tem pastagens e o gado continua sofrendo os efeitos da seca. Neste quadro, os participantes do encontro, promovido pela Sociedade Rural e Sindicato dos Produtores Rurais de Montes Claros, deliberaram encaminhar aos Governos Federal e do Estado uma pauta de reivindicações específicas para o problema da estiagem.
Propostas
Constam da pauta ao Governo Federal a renegociação das dívidas dos produtores rurais, com uma carência mínima de dois anos, financiamento para estruturas hídricas e para equipamentos de produção de forrageiras. Ao Governo Estadual, as lideranças reivindicam, além da continuação das ações em desenvolvimento, a extensão dos benefícios do ICMS com irrigação para os produtores familiares (que atualmente abrange somente médios irrigantes), redução do ICMS de bovinos para comercialização em outros Estados e apoio à pesquisa para a bovinocultura no semi-árido.
O presidente da Emater-MG, José Silva Soares, também gerente-executivo do Programa Minas Sem Fome, manifestou-se satisfeito com as ações da Extensão Rural executadas até agora, e reafirmou o compromisso da empresa de implementar as políticas do Governo Estadual, por meio da Secretaria de Agricultura, focadas na superação das dificuldades que a seca causa na região.
“Revitalização de bacias hidrográficas, identificação das melhores práticas agrícolas de convivência com a seca, em ações coordenadas pelos Centros de Excelência em Meio Ambiente da Emater-MG, e implantação de sistemas de abastecimento domiciliar de água compõem as principais ações da Emater-MG para a questão da seca no semi-árido mineiro. Portanto, trabalhamos com intervenções emergenciais e outras de médio e longo prazos, com o sentido de mudar radicalmente as condições de produção e de qualidade de vida”, explicou.
A extensão rural nunca havia trabalhado com abastecimento domiciliar de água, na escala em que atua hoje. Segundo o presidente José Silva, cerca de 150 comunidades já foram atendidas com este projeto, e a meta do Programa Minas Sem Fome, para este ano, é a implantação de novos 350 sistemas de abastecimento, que beneficiarão mais de 10 mil famílias da região. “O semi-árido será outro”, afirma o presidente da Emater-MG, destacando que neste trabalho de transformação a parceria entre Governos e sociedade é de fundamental importância: “A Emater-MG, por exemplo, não atuava em sistemas de abastecimento de água, mas as comunidades da região reivindicaram estas ações da extensão rural, e estão sendo atendidas. A questão da água está na raiz das soluções para o semi-árido, seja para os processos produtivos ou de melhoria da qualidade de vida das pessoas”, finalizou o presidente.
Assessoria de Comunicação da Emater-MG

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