sexta-feira, 7 de março de 2008

Cepea divulga PIB do agronegócio de Minas Gerais

Está disponível no site do Cepea números e análises detalhados sobre o desempenho do PIB do Agronegócio de Minas Gerais, calculado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, com o apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg).
No ano, o PIB agro de Minas cresceu 8,27%, atingindo R$ 70,2 bilhões (a preços de 2007). Tal cifra indica que o PIB Agro de Minas representa 11,28% do PIB Agro do Brasil.
A agricultura mineira chamou a atenção por seu desempenho dual: bom para grãos, ruim para cana e café. Os preços dos grãos, devido às fortes demandas por carne e energia, acham-se firmes, com projeção de que assim continuem. O açúcar, porém, passou por uma fase de preços baixos em decorrência da grande produção mundial, com agressiva presença da Índia. Como conseqüência, a expressiva produção do etanol acabou derrubando o preço deste outro derivado. O café, com forte queda de produção ligada à sua natural bianualidade e a condições climáticas adversas, também acabou por drenar recursos do segmento de lavouras.
Do lado da pecuária deve-se destacar o leite, de alta relevância no agronegócio mineiro, que se distinguiu pela conjunção de maior produção com crescente exportação e consumo interno. A conjuntura favorável resultou em preços bem mais elevados no ano de 2007.

Gestão da EMATER-MG motiva extensão rural de Mato Grosso


Pela quarta vez, a Emater-MG recebe visita de equipe da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT). O grupo, composto de três integrantes, veio conhecer de perto, o sistema de gestão da empresa mineira de extensão rural com a intenção de adaptá-lo à realidade do Estado do Mato Grosso. O tipo de gestão adotado pela Emater-MG atraiu, só no ano passado, o interesse de diversas instituições, entre elas, entidades públicas de assistência técnica e extensão rural de mais de 15 estados.
"A Emater-MG é uma referência no país, por isso viemos aqui para ver entre outras coisas, o gerenciamento pelas diretrizes (GPD), o gerenciamento de projetos e de despesas. Também temos interesse na parte de informática", disse Ana Maria Sales, que integra a missão da Empaer-MT. Além dela, faz parte da equipe, Sérgio Mazeto, coordenador de Crédito Rural e apoio da área da Tecnologia da Informação e Adolfo Zaniti, assessor da Presidência e apoio da área da Tecnologia da Informação.
Segundo Ana Maria, desde a visita de outras equipes à Emater-MG, em 2007, a empresa pública mato-grossense já "deu um salto de qualidade" em seus serviços. De acordo a técnica de Planejamento, a Empaer-MT passa por um processo de revitalização, depois de um período difícil e por isso está apostando na área de gestão, contando para tanto com parcerias de intercâmbio e de cooperação técnica. "A experiência de vocês (Emater-MG) é rica e vai permitir a gente queimar etapas e otimizar o tempo", aposta a extensionista mato-grossense.
Para recepcioná-los, a Emater-MG estabeleceu no período de 03 a 07 de março, uma programação que incluiu na segunda-feira (03 de março), visita e recepção ao Projeto Memória (foto), informações sobre a Extensão Rural para Resultados, Cadastro do Público da Emater-MG e Gerenciamento pelas Diretrizes (GPD). Na terça-feira (04 de março), o tema foi Gerenciamento de Projetos (GP), enquanto na quarta-feira (05 de março), a agenda versou sobre os Programas e Projetos do Departamento Técnico (Detec) e o Gerenciamento de Projetos no Detec. Na quinta-feira, os extensionistas mato-grossenses conheceram mais sobre as ferramentas de gestão, Gerencimento Matricial de Despesas (GMD), Rede de Gestão Estratégica e Projeto Inovar. O encerramento da visita nesta sexta-feira (07 de março) prevê que a equipe visite duas unidades, uma regional e outra local.
A Empaer-MT tem 43 anos e é estruturada em nove regionais, 129 escritórios municipais, 11 campos experimentais, dois centros regionais de pesquisas, quatro viveiros de produção e um escritório central. Até o momento, segundo Ana Maria, a Empaer-MT adotou modelos inspirados na experiência da extensão rural mineira, como os convênios com prefeituras municipais e a utilização de avançadas metodologias pedagógicas de capacitação de agricultores familiares e de extensionistas, como a Mexpar e a prevista no Projeto Inovar, ambas amplamente utilizadas pela Emater-MG.

terça-feira, 4 de março de 2008

Simpósio de Cafeicultura em Manhuaçu


Esta tudo pronto para a realização da 12ª edição do Simpósio de Cafeicultura de Manhuaçu .Ele acontecerá entre os dias 12 á 14 de março, no Parque de Exposições de Manhuaçu Serão três dias de debates, apresentações de trabalhos, palestras e passeios por fazendas de café. O evento começa no dia 12 de março, às 9h00, e termina no dia 14, com o já tradicional passeio á Fazenda Experimental da Heringer, localizada no município de Martins Soares.
Recuperação de renda do produtor, qualidade da produção, novas tecnologias de transporte, armazenagem e cultivo e perspectivas futuras da cafeicultura nacional e mundial serão assuntos no evento.
Além de deputados e autoridades, confirmaram presença o Secretário de Estado de Agricultura, Gilman Viana e o Presidente do Sebrae-MG e da Faemg, Roberto Simões.
A maior novidade do simpósio será a transmissão ao vivo pelo Canal Rural para todo o país durante a abertura.
A expectativa dos organizadores é receber público de 1.200 pessoas entre produtores, exportadores, indústrias, estudantes, técnicos e lideranças da cafeicultura.

Milho transgênico produz proteína anti-HIV

Um grupo internacional de cientistas conseguiu produzir por meio de engenharia genética no milho uma proteína capaz de combater o vírus HIV, da aids. O grupo, liderado por Paul Christou, da Universidade de Lleida (Espanha), contou com financiamento de US$ 18,4 milhões da União Européia.
O anticorpo 2G12 já era extraído de mamíferos transgênicos. A nova solução barateará custos, favorecendo o tratamento em países pobres.
Fonte: O Estado de SP

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Projeto prevê alongamento de dívida rural

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2092/07, do deputado Marcos Montes (DEM-MG), que concede uma ampla renegociação das dívidas dos produtores rurais, permitindo o alongamento do saldo devedor por até 20 anos. Chamada de Programa de Reestruturação do Passivo do Setor Rural Brasileiro, a repactuação alcança todas as linhas de financiamento, incluindo as já renegociadas, do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), que reúne as instituições financeiras autorizadas a operar com o campo.O saldo total a ser revisto será limitado a R$ 10 bilhões, bancado por emissões de títulos públicos a cargo do Tesouro Nacional. Os recursos que hoje são obrigatoriamente canalizados para o crédito rural - definidos na Lei 8.171/91 - também poderão ser usados para o refinanciamento das dívidas, segundo a proposta.PerfilO alongamento beneficia as dívidas contraídas até 31 de dezembro de 2006 por produtores pessoas física e jurídica (cooperativas, condomínios e associações), mesmo os que já tenham encerrado as atividades. Para efeitos de renegociação, será tomado o saldo devedor existente em 31 de outubro de 2007.Também poderão entrar no refinanciamento as operações contratadas ao longo de 2007 para quitar os atrasados. Isso inclui até operações de crédito direto ao consumidor (CDC). Neste último caso, haverá necessidade de concordância do Conselho Monetário Nacional (CMN).Saldo devedorPara cada linha de financiamento, o projeto estipula um tipo de apuração do saldo, sendo permitido, em alguns casos, o expurgo dos encargos cobrados pelo atraso. O mutuário só poderá alongar suas dívidas se amortizar até 15% do débito. Conforme o projeto, a instituição credora não poderá impor nenhuma restrição cadastral ou creditícia ao produtor enquanto ele estiver pagando em dia os atrasados.A quitação do débito será em prestações anuais e começa a partir de 31 de outubro de 2009. Se ao final ainda existir saldo residual, o projeto autoriza o pagamento deste em dez anos. O alongamento levará em conta a capacidade de pagamento do mutuário em atraso, mas não poderá exceder o teto de 1,5% do faturamento bruto total da atividade, no caso de agricultor familiar, minis e pequenos produtores; e 3% para os demais.EncargosOs encargos financeiros, segundo a proposta, também variam: para mini e pequenos agricultores será de 2,5% ao ano sobre o saldo apurado. Para os demais será de 3% ao ano. No caso dos assentados da reforma agrária e produtores familiares, serão aplicados os encargos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).De acordo com a proposta do deputado Marcos Montes, as garantias contratuais para o alongamento serão as mesmas permitidas para operações de crédito rural. O produtor poderá, a seu critério, substituir as garantias apresentadas no contrato original que será alongado, mas desde que as novas não tenham nenhum tipo de impedimento ou ônus. Nesse caso, a instituição financeira definirá, em um prazo de 90 dias, se aceita os novos bens garantidores.EquivalênciaUm destaque da proposta é que ela obriga o credor a apurar as prestações, caso o mutuário deseje, em "unidades de produto agropecuário". Ou seja, o valor da prestação será convertido em uma cesta de produtos. A cada ano o produtor pagará, em moeda, o equivalente ao preço dessa cesta no momento da quitação. O cálculo do preço da cesta será feito com base nos valores de referência do governo federal, segundo o PL 2092.TramitaçãoO PL 2092 tramita em caráter conclusivo nas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: SóNotícias

Safra de cana será recorde em 2008/2009


A produção de cana-de-açúcar baterá novamente recorde neste ano no Brasil. Levantamento da Datagro mostra que a colheita da safra 2008/09 deverá ser de 532,5 milhões de toneladas, um crescimento de 9,7% sobre o ciclo anterior (485,5 milhões de toneladas). A expansão reflete os investimentos em novos projetos de usinas no país. Conforme Plínio Nastari, presidente da consultoria, a nova safra será fortemente alcooleira. O mix de produção fica em 55,9% para o álcool, ante 54% do ciclo 2006/07. No centro-sul, que responde por 85% da produção nacional, 57,4% da cana será destinada para o etanol e 43,2% para o açúcar. A colheita de cana no centro-sul começará em março próximo, mas deverá se intensificar a partir do final de abril, segundo analistas de mercado. A expectativa é de que 29 novas unidades iniciem as operações nesta safra, de acordo com a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). A oferta de álcool na região ficará em 22,69 bilhões de litros, com aumento de 13,3% sobre 2006/07 (20,03 bilhões). No Nordeste, a produção crescerá quase 2%, para 2,07 bilhões de litros. Mesmo mais alcooleira, a produção de açúcar crescerá no país, puxada pelo centro-sul, com oferta 5,1% maior, para 27,55 milhões de toneladas. A região Nordeste manterá a produção em 4,45 milhões de toneladas. As exportações também devem continuar firmes, informa a Datagro. Os embarques de açúcar devem somar 20,77 milhões de toneladas, um incremento de 8,9% sobre a safra anterior (19,07 milhões de toneladas). O centro-sul impulsionará as vendas, com 18,4 milhões de toneladas negociadas ao exterior. O Nordeste manterá os volumes em 2,37 milhões de toneladas. Os embarques de álcool deverão somar 4 bilhões de litros, um aumento de 15,6%Apesar da safra recorde, o rendimento da cana será menor, por conta dos baixos tratos culturais. Os baixos preços do açúcar e do álcool durante todo o ano de 2007 desestimulou investimentos das usinas na renovação dos canaviais.
Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Emater-MG intensifica ações para amenizar efeitos da seca


No encontro para avaliação de ações e análise de cenários da seca no Norte de Minas, realizado nesta terça-feira (12 de fevereiro) em Montes Claros, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) apresentou um relato das ações para minimizar os efeitos da estiagem no semi-árido e os suportes necessários para a continuidade da produção agrícola na região. O encontro teve a participação de lideranças políticas estaduais e regionais, produtores e técnicos.
A apresentação dos trabalhos da Emater-MG foi feita pelo gerente regional da empresa em Montes Claros, Ricardo Demichelli, que listou entre as principais ações a distribuição de 200 toneladas de sementes de feijão e 200 toneladas de sementes de sorgo, suficientes para mais de 20 mil famílias de produtores rurais da região do semi-árido. As ações são do Programa Minas Sem Fome, do Governo de Minas, coordenado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e executado pela Emater-MG com as parcerias das Prefeituras, organizações sociais e famílias assistidas.
Além dessas ações para a retomada da produção agrícola, informa Ricardo Demichelli, estão em fase final de elaboração cerca de 200 projetos para abastecimento domiciliar de água, para 7 mil famílias, e uma patrulha mecanizada para os municípios da região, em processo final de licitação. “Esta é uma das ações do Governo de Minas, através da Secretaria de Agricultura e Emater-MG, para superarmos este momento difícil ocasionado pela estiagem no semi-árido”, disse o gerente, acrescentando que o cenário ainda é de apreensão com a situação climática.
De acordo com o gerente, choveu muito pouco na região, com chuvas mal distribuídas, e não há ainda uma safra garantida, não tem pastagens e o gado continua sofrendo os efeitos da seca. Neste quadro, os participantes do encontro, promovido pela Sociedade Rural e Sindicato dos Produtores Rurais de Montes Claros, deliberaram encaminhar aos Governos Federal e do Estado uma pauta de reivindicações específicas para o problema da estiagem.
Propostas
Constam da pauta ao Governo Federal a renegociação das dívidas dos produtores rurais, com uma carência mínima de dois anos, financiamento para estruturas hídricas e para equipamentos de produção de forrageiras. Ao Governo Estadual, as lideranças reivindicam, além da continuação das ações em desenvolvimento, a extensão dos benefícios do ICMS com irrigação para os produtores familiares (que atualmente abrange somente médios irrigantes), redução do ICMS de bovinos para comercialização em outros Estados e apoio à pesquisa para a bovinocultura no semi-árido.
O presidente da Emater-MG, José Silva Soares, também gerente-executivo do Programa Minas Sem Fome, manifestou-se satisfeito com as ações da Extensão Rural executadas até agora, e reafirmou o compromisso da empresa de implementar as políticas do Governo Estadual, por meio da Secretaria de Agricultura, focadas na superação das dificuldades que a seca causa na região.
“Revitalização de bacias hidrográficas, identificação das melhores práticas agrícolas de convivência com a seca, em ações coordenadas pelos Centros de Excelência em Meio Ambiente da Emater-MG, e implantação de sistemas de abastecimento domiciliar de água compõem as principais ações da Emater-MG para a questão da seca no semi-árido mineiro. Portanto, trabalhamos com intervenções emergenciais e outras de médio e longo prazos, com o sentido de mudar radicalmente as condições de produção e de qualidade de vida”, explicou.
A extensão rural nunca havia trabalhado com abastecimento domiciliar de água, na escala em que atua hoje. Segundo o presidente José Silva, cerca de 150 comunidades já foram atendidas com este projeto, e a meta do Programa Minas Sem Fome, para este ano, é a implantação de novos 350 sistemas de abastecimento, que beneficiarão mais de 10 mil famílias da região. “O semi-árido será outro”, afirma o presidente da Emater-MG, destacando que neste trabalho de transformação a parceria entre Governos e sociedade é de fundamental importância: “A Emater-MG, por exemplo, não atuava em sistemas de abastecimento de água, mas as comunidades da região reivindicaram estas ações da extensão rural, e estão sendo atendidas. A questão da água está na raiz das soluções para o semi-árido, seja para os processos produtivos ou de melhoria da qualidade de vida das pessoas”, finalizou o presidente.
Assessoria de Comunicação da Emater-MG